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E os rebanhos são os meus pensamentos

Posted by F. F. in

I built my cottage among the habitations of men,
And yet there is no clamor of carriages and horses.
You ask: "Sir, how can this be done?"
"A heart that is distant creates its own solitude."
I pluck chrysanthemums under the eastern hedge,
Then gaze afar towards the southern hills.
The mountain air is fresh at the dusk of day;
The flying birds in flocks return.
In these things there lies a deep meaning;
I want to tell it, but have forgotten the words.


"Drinking Poem", Tao Qian. Tr. Tony Barnstone and Chou Ping

Fonte: China The Beautiful

Paraísos Artificiais

Posted by F. F. in

Paraísos Artificiais
Na minha terra, não há terra, há ruas;
mesmo as colinas são de prédios altos
com renda muito mais alta.
Na minha terra, não há árvores nem flores.

As flores, tão escassas, dos jardins mudam ao mês,
e a Câmara tem máquinas especialíssimas
para desenraizar as árvores.
O cântico das aves — não há cânticos,
mas só canários de 3º andar e papagaios de 5º.

E a música do vento é frio nos pardieiros.
Na minha terra, porém, não há pardieiros,
que são todos na Pérsia ou na China,
ou em países inefáveis.
A minha terra não é inefável.
A vida na minha terra é que é inefável.
Inefável é o que não pode ser dito.

Jorge de Sena, Pedra Filosofal

A noiseless patient spider

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A noiseless patient spider,
I mark’d where on a little promontory it stood isolated,
Mark’d how to explore the vacant vast surrounding,
It launch’d forth filament, filament, filament, out of itself,
Ever unreeling them, ever tirelessly speeding them.

And you O my soul where you stand,
Surrounded, detached, in measureless oceans of space,
Ceaselessly musing, venturing, throwing, seeking the spheres to connect them,
Till the bridge you will need be form’d, till the ductile anchor hold,
Till the gossamer thread you fling catch somewhere, O my soul.

Walt Whitman, Leaves of Grass

...

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Ode XIX


Como um regato, mudos passageiros,
Gozemos escondidos.
A sorte inveja, Lídia. Emudeçamos.



Ricardo Reis; Poesia

Zaccone?

Posted by C. in ,

Eu hoje estou cruel, frenético, exigente;
Nem posso tolerar os livros mais bizarros.
Incrível! Já fumei três maços de cigarros
Consecutivamente.

Dói-me a cabeça. Abafo uns desesperos mudos:
Tanta depravação nos usos, nos costumes!
Amo, insensatamente, os ácidos, os gumes e os ângulos agudos.

Sentei-me à secretária. Ali defronte mora
Uma infeliz, sem peito, os dois pulmões doentes;
Sofre de faltas de ar; morreram-lhe os parentes
E engoma para fora.

Pobre esqueleto branco entre as nevadas roupas!
Tão lívida! O doutor deixou-a. Mortifica.
Lidando sempre! E deve a conta na botica!
Mal ganha para sopas...

O obstáculo estimula, torna-nos perversos;
Agora sinto-me eu cheio de raivas frias,
Por causa dum jornal me rejeitar, há dias,
Um folhetim de versos.

Que mau humor! Rasguei uma epopeia morta
No fundo da gaveta. O que produz o estudo?
Mais duma redacção, das que elogiam tudo,
me tem fechado a porta.

A crítica segundo o método de Taine
Ignoram-na. Juntei numa fogueira imensa
Muitíssimos papéis inéditos. A Imprensa
Vale um desdém solene.

Com raras excepções, merece-me o epigrama.
Deu meia-noite; e em paz pela calçada abaixo,
Um sol-e-dó. Chovisca. O populacho
Diverte-se na lama.

Eu nunca dediquei poemas às fortunas,
Mas sim, por deferência, a amigos ou a artistas.
Independente! Só por isso os jornalistas
Me negam as colunas.

Receiam que o assinante ingénuo os abandone,
Se forem publicar tais coisas, tais autores.
Arte? Não lhes convém, visto que os seus leitores
Deliram por Zaccone.

Um prosador qualquer desfruta fama honrosa,
Obtém dinheiro, arranja a sua coterie;
E a mim, não há questão que mais me contrarie
Do que escrever em prosa.

A odulação repugna os sentimentos finos;
Eu raramente falo aos nossos literatos,
E apuro-me em lançar originais e exactos,
Os meus alexandrinos...

E a tísica? Fechada, e com o ferro aceso!
Ignora que a asfixia a combustão das brasas,
Não foge do estendal que lhe humedece as casas,
E fina-se ao desprezo!

Mantém-se a chá e pão! Antes entrar na cova.
Esvai-se; e todavia à tarde, francamente,
Oiço-a cantarolar uma canção plangente
Duma opereta nova!

Perfeitamente. Vou findar sem azedume.
Quem sabe se depois, ou rico e noutros climas,
Conseguirei reler essas antigas rimas,
Impressas em volume?

Nas letras eu conheço um campo de manobras;
Emprega-se a réclame, a intriga, o anúncio, a blague,
E esta poesia pede um editor que pague
Todas as minhas obras...

E estou melhor; passou-me a cólera. E a vizinha?
A pobre engomadeira ir-se-á deitar sem ceia?
Vejo-lhe luz no quarto. Inda trabalha. É feia...
Que mundo! Coitadinha!

Cesário Verde, O Livro de Cesário Verde

Dido e Eneias

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- Infeliz Dido, era então verdadeiro o mensageiro que veio até mim anunciando-me que tinhas morrido e te deras a morte pela espada? Ah, fui eu a causa da tua morte? Juro pelos astros, pelos deuses supernos, por quanto haja de sagrado nas profundezas da terra, que não foi por minha vontade que me afastei das tuas praias. Mas a mim conduziram-me com a sua autoridade as ordens dos deuses, que agora me forçam a ir por entre estes espectros, por lugares esquálidos e esquecidos e pela noite profunda. Eu não pude crer que a minha partida te infligisse tamanho desgosto. Pára e não te esquives ao meu olhar. De quem foges? Por vontade dos Fados, é esta a última vez que te dirijo a palavra.
Com tais palavras, Eneias, derramando lágrimas, tentava apaziguar o ânimo aceso em raiva da que o olhava de través. Ela, voltando a cabeça para o lado, mantinha os olhos pregados no chão e a sua fisionomia não se alterou com o discurso que ele começara mais do que se ela fosse um duro penedo, uma imóvel estátua de mármore marpésio. Finalmente retirou-se e hostil fugiu para um bosque sombrio, onde o esposo de outrora corresponde ao seu afecto e lhe dá em troca amor igual.
Mesmo assim Eneias, perturbado com a sua injusta sorte, fica a olhá-la de longe com os olhos rasos de lágrimas, enquanto ela se afasta, e tem pena dela.


Vergílio, Eneida, Canto VI, Bertrand, Lisboa, 2005
Tradução: Luís M.G. Cerqueira

Self Service - uma vida de cão

Posted by Actia in ,

Não
não é a poesia caixa de música
ou a poesia piolho místico enterrado no sebo destes dias
ou qualquer outra
que podem dissolver a tua alma
tão problemática
no vinho da beatitude
Ah
o «mistério» da poesia a poesia
técnica da confusão
a capelista poética e os primeiros fregueses
ainda a medo ainda receosos
de te pedirem a Dor em alfinetes que não tenhas
logo ali à mão
E quando dizes «Poesia» eu tenho nojo
aquele nojo violento que me dá
o olhar furtivo a atenção desatenta
dos que se demoram nos lavabos das salas dos cinemas
de mão distraídas procurando
a solução da noite
Instalaram-se em ti
a mesma contracção suspeita
a mesma hipocrisia o mesmo sobressalto
a mesma curva obscena
que o olhar descreve
goza
e disfarça
Quando dizes «Poesia» dizes medo
dizes família tradição classe
e a vida de cão que te esperava
e que é hoje a tua vida «transcendente»
vida de cão
Ensinaram-te palavras que pareciam
prontas a derrotar quem as ouvisse
ensinaram-te gestos para elas
e a tal ponto te humilharam
que te puseram de pé
limpo
inteligente
e aprumado
Pronto a seguir
seguiste
e agora estás aqui
estás aqui pois claro
angustiado e iludido
mas deliciado
Até aos últimos arcanos
cafés e leitarias
seguiste André Breton
ou a sombra dele
e a aventura mental que procurava
um sinal exterior
um estilhaço vivo do acaso
a Nadja lisboeta que salvasse
ou a noite ou a vida
acabou em «bons» poemas «maus» poemas
em palavras e palavras
E coberto de palavras enterrado
numa terra de murmúrios e gemidos
teu coração já nada faz mover
senão moinhos de palavras
e «a dor é grande» dizes tu
«mas sublime»
Mas não sou eu que te lamento
Os teus mitos esperam-te
já impacientes
Talvez me encontres
talvez possa fazer qualquer coisa por ti
qualquer coisa simples
quase inútil
quase ridícula
oferecer-te uma sílaba
um conselho
um cigarro

Alexandre O’Neill

Importa soltá-lo por um pouco

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É preciso estar sempre bêbado. Tudo reside nisso: eis a questão. Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo que esmaga os vossos ombros e vos inclina para a terra, precisiais de embriagar-vos sem tréguas.

Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, à vossa vontade. Mas embriagai-vos.

Charles Baudelaire; O Spleen de Paris (pequenos poemas em prosa); trad. Jorge F. Lourenço

Ratos e gatos

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Burgueses somos nós todos
ou ainda menos.
Burgueses somos nós todos
desde pequenos.

Burgueses somos nós todos
ó literatos.
Burgueses somos nós todos
ratos e gatos.

Burgueses somos nós todos
por nossas mãos.
Burgueses somos nós todos
que horror irmãos.

Burgueses somos nós todos
ou ainda menos.
Burgueses somos nós todos
desde pequenos.

Mário Cesariny, Nobílissima Visão

Little Jabberwocky

Posted by F. F. in ,



Lewis Carroll, "The Jabberwocky"

Pero en el sueño de un poeta ciego...

Posted by C. in , , ,

ULISSES EN AIGÜES D'ÍTACA

Vas arribant a l'illa i ara saps
el que vol dir la vida, el que és l'atzar.
El teu arc serà pols damunt la lleixa.
Pols seran el teler i la seva peça.
Els pretendents que acampen a l'eixida
són ombres que Penèlope somia.
Vas arribant a l'illa: els roquerars,
com el temps l'Odissea, els bat la mar.
Ningú no ha teixit mai la teva absència
ni ha desteixit l'oblit sense cap fressa.
Per més que, a voltes, la raó ho ignori,
Penèlope és una ombra del teu somni.
Vas arribant a l'illa: els gavians
que cobreixen la platja no es mouran
quan la travessis sense deixar empremta,
perquè no has existit: ets la llegenda.
Potser hi va haver un Ulisses mort a Troia,
i potser va plorar lo alguna dona,
però en el somni d'un poeta cec
continues salvant-te. Al front d'Homer,
etern i rigorós, cada trenc d'alba
un solitari Ulisses desembarca.

ULISES EN AGUAS DE ITACA

Vas llegando a la isla, ahora sabes
qué es el azar. Vivir, qué significa.
Tu arco será polvo en un estante.
Polvo será el telar y la pieza que teje.
Los pretendientes, que en el patio acampan,
son sombras de los sueños de Penélope.
Vas llegando a la isla mientras bate
el mar contra las rocas de la costa,
igual que el tiempo contra la Odisea.
Nadie tejió nunca tu ausencia. Nadie
vino tampoco a destejer tu olvido.
Por más que, a veces, la razón lo ignore,
Penélope es la sombra de tu sueño.
Vas llegando a la isla: las gaviotas
cubren la playa y no se moverán
cuando al pasar no dejes huella alguna,
pues tu no existes: eres la leyenda.
Quizá un lejano Ulises murió en Troya,
y quizá lo lloró alguna mujer,
pero en el sueño de un poeta ciego
continúas salvándote:
en la frente de Homero, riguroso,
eterno, cada vez que rompe el alba
un solitario Ulises desembarca.


Joan Margarit, Llum de pluja

Literatura pseudo-intelectual da praça... das flores

Posted by Correspondente in

PRAÇA DAS FLORES N.º 5

Tarde chuvosa de Verão a redimir
o luminoso e opressivo cansaço de Lisboa.
Abrigo-me numa taberna agora sombria
devido ao cinzento súbito do céu.

Aqui o tempo é uma ferida menor, vejo-o
pelas tardes sempre iguais destes homens
a jogar dominó, a zaragatear por vezes
acerca de importantes questões,
metafísicas inerentes a este jogo.

Que calma, esta do vencido
pagando cervejas aos vencedores,
o vinho tépido servido por alguém
que sem pressas nem angústias
envelhece por detrás do balcão.

É uma calma suave e perturbante, talvez
como a chuva lá fora, e encanta-me
esta singeleza profunda, a sedução de
exauridos olhares que a vinho sobrevivem.

Dir-se-ia ter nos meus ombros
toda a tristeza do mundo, ainda que
o mundo pouco valha ao pé desta taberna
na tarde molhada da cidade. E contudo
sinto-me estranho como em qualquer lugar,
espião não da casa do amor mas na da
morte quotidianamente vivida.

A melancolia pode às vezes ser isto,
um modo de sobreviver ao vazio, o comovido
jeito de pôr a mão sobre o mármore da mesae pedir outro martini, fresco
se faz favor.


Manuel de Freitas; Todos Contentes e Eu Também, Campo das Letras, 2000.

[...] The fragrant flag-roots in my father's fields [...]

Posted by C. in , ,




















And I behold once more
My old familiar haunts; here the blue river,
The same blue wonder that my infant eye
Admired, sage doubting whence the traveller came,--
Whence brought his sunny bubbles ere he washed
The fragrant flag-roots in my father's fields,
And where thereafter in the world he went.
Look, here he is, unaltered, save that now
He hath broke his banks and flooded all the vales
With his redundant waves.
Here is the rock where, yet a simple child,
I caught with bended pin my earliest fish,
Much triumphing,--and these the fields
Over whose flowers I chased the butterfly,
A blooming hunter of a fairy fine.
And hark! where overhead the ancient crows
Hold their sour conversation in the sky:--
These are the same, but I am not the same,
But wiser than I was, and wise enough
Not to regret the changes, tho' they cost
Me many a sigh. Oh, call not Nature dumb;
These trees and stones are audible to me,
These idle flowers, that tremble in the wind,
I understand their faery syllables,
And all their sad significance. The wind,
That rustles down the well-known forest road--
It hath a sound more eloquent than speech.
The stream, the trees, the grass, the sighing wind,
All of them utter sounds of 'monishment
And grave parental love.
They are not of our race, they seem to say,
And yet have knowledge of our moral race,
And somewhat of majestic sympathy,
Something of pity for the puny clay,
That holds and boasts the immeasurable mind.
I feel as I were welcome to these trees
After long months of weary wandering,
Acknowledged by their hospitable boughs;
They know me as their son, for side by side,
They were coeval with my ancestors,
Adorned with them my country's primitive times,
And soon may give my dust their funeral shade.

Ralph Waldo Emerson, Nature

Aprendo com abelhas mais do que com aeroplanos.

Posted by C. in ,

Aprendo com abelhas mais do que com aeroplanos.
É um olhar para baixo que eu nasci tendo.
É um olhar para o ser menor, para o
insignificante que eu me criei tendo.
O ser que na sociedade é chutado como uma
barata - cresce de importância para o meu
olho.
Ainda não entendi por que herdei esse olhar
para baixo.
Sempre imagino que venha de ancestralidades
machucadas.
Fui criado no mato e aprendi a gostar das
coisinhas do chão -
antes que das coisas celestiais.
Pessoas parecidas de abandono me comovem:
tanto quanto as soberbas coisas ínfimas.

Manoel de Barros, Retrato do Artista quando Coisa

Da Telemaquia

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Do Livro do Caminho e da Virtude de Lao Tse

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Lao Zi escreveu no Tao Te Qing:

O sábio sabendo o que sabe de si próprio
Não se expõe
Não se gaba
Não faz alarde da sua importância
Assim
Despreza a vaidade e o exibicionismo
e apenas conserva o discernimento
e o controlo de si mesmo.

Saudoso já deste Verão que vejo

Posted by Actia in

XVIII

Saudoso já deste Verão que vejo.
Lágrimas para as flores dele emprego
Na lembrança invertida
De quando hei-de perdê-las.
Transpostos os portais irreparáveis
De cada ano, me antecipo a sombra
Em que hei-de errar, sem flores,
No abismo rumoroso.
E colho a rosa porque a sorte manda.
Marcenda, guardo-a; murche-se comigo
Antes que com a curva
Diurna da ampla terra.


Ricardo Reis, Poesia

O Ciclo das Estações

Posted by Actia in

"Cansadas de se terem contraído todo o inverno as árvores de repente gabam-se de ser enganadas: soltam as suas palavras, uma onda, um vómito verde. Tentam alcançar uma folheação completa de palavras. Tanto pior! As coisas arranjar-se-ão como puderem! E, na realidade, arranjam-se! Nenhuma liberdade na folheação... As árvores lançam, pelo menos é o que pensam, não importa que palavras, lançam caules para neles suspenderem mais palavras: os nossos troncos, pensam elas, aqui estão para tudo assumirem. Esforçam-se por se esconderem, por se confudirem umas nas outras. Julgam poder dizer tudo, cobrir inteiramente o mundo com palavras variadas : mas não dizem senão as «árvores». Incapazes até de reter os pássaros que delas voltam a partir, embora se alegrassem por terem produzido tão estranhas flores. Sempre a mesma folha, o mesmo modo de desdobramento, e o mesmo limite, sempe folhas simétricas umas às outras, simetricamente suspensas! Tenta mais uma folha! - A mesma! Mais outra! A mesma! Em suma, nada poderia pará-las senão de súbito esta observação: «Não se sai das árvores por meios de árvore.» Um novo cansaço, e uma nova mudança de moral. «Deixemos tudo isto amarelecer, e cair. Que venha o taciturno estado, o despojamento, o OUTONO.» "


PONGE, Francis, Alguns Poemas - O Partido Tomado pelas Coisas
Cotovia, 1996

Para bom entendedor... um dístico basta!

Posted by Correspondente in



De acordo: Ser...
Parvo!



Anónimo; Obra desconhecida; Outubro do mesmo Ano, logo depois de Janeiro

Gin a body meets a body comin' thro' the rye!

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