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FESTin e o Cinema Lusófono

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No âmbito da Semana Cultural CPLP 2010, realiza-se de 4 a 9 de Maio no Cinema São Jorge, um ciclo de cinema lusófono com a designação "FESTin - Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa".

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Trata-se de um evento com o objectivo de fomentar a interculturalidade, a inclusão social e o intercâmbio cultural nos países lusófonos, bem como contribuir positivamente para a divulgação da cinematografia Lusófona.

Nos seis dias de exibição serão apresentadas as mais actuais as produções cinematográficas dos Estados-membros da CPLP.

O filme "O Jardim de Outro Homem" (na imagem) inaugurará o ciclo de cinema do FESTin, uma produção dirigida por Sol de Carvalho. Esta primeira longa-metragem de ficção moçambicana foi galardoada pelo prémio "Pan African Award Best Feature" no "Festival du Film Panafricain de Cannes" e "Festival des Afrique e des Illes". Outro filme moçambicano a ser exibido será "O Paraíso Perdido de África" (Gorongoza), uma produção da National Geographic, vencedora de dois prémios no Festival de Filmes de Turismo de Riga (Letónia).

De produção brasileira apresentadas: "Foliar Brasil", realizado por Carolina Paiva, "O grão- Petrus Cariry" e "Travessia", de João Batista de Andrade.

O documentário "Luto como Mãe", é obra de Luís Carlos do Nascimento, que chegou a participar no elenco do premiado filme "Cidade de Deus".

A mostra de cinema caboverdiano contará com o docdrama "Contract", do realizador Guenny K Pires, que estará presente no evento.

O FESTin conta também na sua programação, as recentes produções: "O Lendário Tio Liceu e os Ngola Ritmos", com participação do realizador Jorge António, e "Luanda a Fábrica da Música", ambos co-produzidos com realizadores angolanos.

No dia do encerramento e entrega de prémios, a 7 de Maio (sexta-feira), será apresentado o documentário "Contratempo", realizado pela actriz brasileira Malu Mader e para além das exibições dos filmes, estão previstas duas mesas de discussão: “A cooperação cinematográfica na lusofonia” e “Festival de cinema como fonte de atracção para o turismo.”

Serão ainda realizados dois workshops: “Documentário para TV – Um novo modo de produção”, ministrado por Claufe Rodrigues (Rede Globo) e “Videoperformance – ARTE VJING”, ministrado por Calebe Pimentel.

As sessões acontecem de terça a quinta-feira às 19h e 21h.
Sexta-feira, Sábado e Domingo às 19h.


Toda a programação detalhada da Semana Cultural CPLP em:
http://semanacplp.sapo.pt
http://www.cplp.org/Default.aspx?ID=2215

Fonte: CPLP.org

Dia da Terra

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The Doors no IndieLisboa

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A propalada longa-metragem "When You're Strange", que conta a história completa dos Doors, é um dos documentários de música que vão ser exibidos na secção IndieMusic da edição deste ano do IndieLisboa, que decorre entre 22 de Abril e 2 de Maio.
O filme é realizado pelo cineasta Tom DiCillo e conta com os préstimos vocais do actor Johnny Depp na narração. O documentário inclui imagens inéditas de Jim Morrison e é descrito pelo antigo teclista do grupo, Ray Manzarek, como um filme «anti-Oliver Stone», em referência ao biopic "The Doors ¬ O Mito de uma Geração" que o autor de "Platoon - Os Bravos do Pelotão" dirigiu.
Outro dos documentários em destaque é o filme-concerto da actuação histórica de Leonard Cohen no memorável Festival da Ilha de Wight, "Leonard Cohen: Live at the Isle of Wight 1970". O filme de Murray Lerner (cromo de documentários em festivais de música, como as várias edições dos anos 60 do Festival Folk de Newport) capta Leonard Cohen na sua fase de trovador folk, cantando diante de centenas de milhar de pessoas a altas horas da madrugada.
O IndieMusic também dedica atenção à música nacional e lusófona. "Music Box Club Docs" centra-se na actividade de cinco nomes ascendentes portugueses: Micro Audio Waves, J. P. Simões, X-Wife, Dealema e Terrakota, através de entrevistas e filmagens de concertos. O IndieLisboa vai apresentar igualmente a trilogia de Jorge António sobre a música popular angolana, incluindo a longa-metragem mais recente "O Lendário Tio Liceu e os Ngola Ritmos".
Mas há mais filmes. "All Tomorrow's Parties" documenta a história do festival anual britânico de música indie com o mesmo nome e inclui imagens ao vivo dos Sonic Youth, Patti Smith, Grizzly Bear, Animal Collective e dezenas de outros nomes. O DJ chileno Ricardo Villalobos é retratado no documentário de Romuald Karmakar, Villalobos. E "We Don't Care About Music Anyway..." foca a sua atenção na fértil cena de avant-garde de Tóquio.
Os bilhetes custam 3,50 euros (há descontos de 50 cêntimos).
O IndieLisboa de 2010 vai decorrer nos cinemas São Jorge, Londres, Cinema City Classic Alvalade e na Culturgest.

Fonte: cotonete.clix.pt

Pode ver aqui o trailer de "When You're Strange".
Calendário das sessões do IndieLisboa'10 disponível aqui.

Les glaneurs et la glaneuse

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Cine y Historia

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Sarah Miles (1941)

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Alice no País de Hollywood

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Só chega aos cinemas no início de Março, mas 'Alice no País das Maravilhas', de Tim Burton, é um dos filmes mais aguardados de 2010. Não se trata de uma nova adaptação literal da obra de Lewis Carroll, mas sim da visão pessoal do realizador de 'Eduardo Mãos de Tesoura' do mundo 'nonsense' criado por ele.

Sob a direcção de Tim Burton, Johnny Depp já teve tesouras nos dedos (Eduardo Mãos de Tesoura), realizou filmes série Z (Ed Wood), perseguiu cavaleiros decapitados (A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça), foi o dono excêntrico de uma fábrica de chocolate (Charlie e a Fábrica de Chocolate), um boneco animado imagem a imagem (A Noiva Cadáver) e um barbeiro vitoriano degolador de clientes (Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro de Fleet Street).

Em Alice no País das Maravilhas, o novo filme de Burton, que se estreia em Portugal no dia 4 de Março, Depp é um chapeleiro. Atenção: não um chapeleiro qualquer, mas sim o Chapeleiro Louco criado por Lewis Carroll, e que Depp compõe com uma farta juba cor de laranja e uma maquilhagem branca de morto- -vivo. "Ele é completamente passado", comentou o actor.

Tutelado pela Disney, onde Burton iniciou a sua carreira nos anos 80, o filme faz parte do investimento do estúdio no 3D (Tim Burton rodou-o todo primeiro em 2D e depois transferiu-o para aquele formato).

Escrito por Linda Woolverton (A Bela e o Monstro, O Rei Leão), o filme não é mais uma adaptação do clássico de Carroll, pois apanha Alice com 19 anos, a ser pedida em casamento e esquecida das aventuras que viveu no País das Maravilhas. Ao qual terá de voltar, para o salvar dos perigos que o ameaçam.

Burton quis que o filme "fosse mais uma história sólida do que uma paisagem e uma sucessão de acontecimentos estranhos". Pelo que não só foi beber ao famoso poema Jabberwocky, também de Carroll, como fez evoluir Alice (a australiana Mia Wasikowska) de adolescente espantada para guerreira com armadura e tudo.

O realizador decidiu fazer Alice no País das Maravilhas por "não ter gostado de nenhuma das adaptações anteriores". Em Março, descobriremos o resultado da visita do lúgubre Tim Burton à terranonsense de Carroll. E veremos quão louco é o Chapeleiro de Johnny Depp.

Texto: Eurico de Barros
in Diário de Notícias | 18 de Janeiro de 2010

Quem quer ser uma personagem de Jorge Amado?

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A beleza de Forrest Gump

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EXT. MISSISSIPPI BRIDGE

NEWSMAN
Sir, why are you running?

1ST REPORTER
Why are you running?

2ND REPORTER
Are you doing this for world peace?

3RD REPORTER
Are you doing this for women's right?

NEWSMAN
Or for the environment?

REPORTER
Or for animals?

3RD REPORTER
Or for nuclear arms?

FORREST (V.O.)
They just couldn't believe that
somebody would do all that running
for no particular reason.

2ND REPORTER
Why are you doing this?

FORREST
I just felt like running.

Les mots d'amour

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O filme pode ser visto integralmente aqui.

La lengua de las mariposas

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A versão integral do conto de Manuel Rivas, que inspirou o filme, encontra-se disponível para consulta no portal de Cine y Educación da Universidad de Huelva, aqui.

What have the Romans given us in return?

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Monty Python - Life of Brian

Assinatura de Protocolo para o "Filme do Desassossego"

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A Casa Fernando Pessoa comunica a assinatura do Protocolo entre a Câmara Municipal de Lisboa, na pessoa do seu Presidente, Dr. António Costa, e o realizador João Botelho, com vista à adaptação ao cinema do Livro do Desassossego, de Bernardo Soares (Fernando Pessoa). Após a assinatura do Protocolo, que terá lugar segunda-feira 6 de Julho às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, assistir-se-á à actuação do cantor italiano Mariano Deidda, que interpreta temas dos discos em que musicou poemas de Pessoa. A entrada é livre.

Saiba mais em...
http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt
www.mundopessoa.blog.sapo.pt

Gone with the wind: gone, but not forgotten

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Celebrating its 70th birthday this year, the iconic status of Gone With The Wind is more secure than ever. It stands as a monolith over a diffuse and fragmented media landscape: producer David O Selznick's almost-four-hour extravaganza was the jewel in the crown of a kind of studio film-making we shall never see again. Equally important, the mass audience on which its appeal depended has also gone.

Graham Greene, who like the best early film critics was trying to understand this new medium on its own terms, might have been describing Gone With The Wind when he wrote that certain movies were like sporting events: "Made by [their] spectators and not merely shown to them."
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Politically incorrect and racially retrograde, the film has managed at one time or another to offend almost everyone. Its allure, though, is deeper and wider. It's a movie we loved before we learned not to like or approve of it. Max Steiner's sweeping score is nothing if not relentless, yet you need to be made of stern stuff to hear the first few chords of Tara's Theme without getting a slight chill
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A Liberdade está à vista

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Vemo-nos por lá!

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Todas as informações:

Jesus Christ Superstar

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Boa Páscoa!

Gran Torino

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O VENTO LEVÁ-LO-Á por Vasco Câmara (Público)

Espécie ameaçada de extinção nos seus filmes, em "Gran Torino" Clint extingue-se. Sempre a sabotar-se, Clint, incorrigível masoquista. Espalhem ao vento: é uma obra-prima.
Entreguem à brisa de Verão, que já sopra, as cinzas de Joe, Blondie, Walt Coogan, McBurney, Harry Callahan, Josey Wales, Bronco Billy ou William "Bill" Munny, estes e todos os nomes com que Clint Eastwood falou do fundo do seu coração de "dinossáurio", individualista que não reconhece o mundo que o rodeia, corpo de outro tempo, em apuros e sempre desejoso de se colocar em apuros.
Enfim, entreguem à brisa de Verão estes e outros nomes a que Clint Eastwood deu o corpo, ferozmente, fazendo dele ecrã de desadequação, raiva. Espécie sempre ameaçada de extinção, em "Gran Torino" extingue-se.
"Requiem" por si próprio, por aquilo que construiu (sempre a sabotar-se, Clint, incorrigível masoquista), este é um adeus às armas. Não por se anunciar aqui a sua última presença, aos 78 anos, como actor (esse é um daqueles "anúncios" que foi sendo espalhado, como que pelo vento, não se sabe bem vindo de onde, e nem se pode jurar pela irreversibilidade da "decisão"), mas por as coisas se darem a ver aqui a partir de uma estação terminal: é um filme em que um viúvo, um reaccionário, um veterano da guerra da Coreia zangado com a vida e com o bairro, que já não reconhece porque está infestado de "gangs", foi invadido pelos imigrantes, já ali não há "americanos" - eis Walt Kowalski/Clint Eastwood -, prepara a sua saída de cena; é um filme tomado por esse clima de antecâmara que precede a rendição final, e é desta forma que Eastwood se despede do(s) seu(s) Kowalski(s): abre o peito à auto-ironia, melhor forma de alguém se desprender do que lhe pertenceu, assume a sua exterioridade face ao mundo e àquilo em que ele se tornou (é ainda a negociação do desprendimento), e, sem ceder à nostalgia, embala a coisa com suaves cintilações. Como uma canção, como a brisa que sopra neste delapidado bairro onde o fulgor do passado, a imagem dourada que dele foi construída - é que a memória pode transformar o inferno no paraíso, e isso aconteceu aos anos 40 e 50 de Kowalski -, é já só fantasma. Mas essa "presença", chamemos-lhe assim, um cineasta como Clint consegue filmá-la. É esse o grande passo em frente de "Gran Torino", consigo levando todo o património de uma "persona" que neste filme desagua: revelar o fantasma que se intromete na imagem, que nela cintila como brisa, indo atrás dele, seguindo-o e passando, finalmente, para o "lado de lá".
(Parecerá absurda a associação, mas aqui vai, é uma associação entre dois filmes invadidos por fantasmas: se "Milk", de Gus Van Sant, mostra os anos 70 para falar do presente, que é, na verdade, o fantasma que se intromete na imagem, "Gran Torino" passeia a câmara pelo presente em ruínas para revelar o mundo que ali está desaparecido.)
Podemos, para encontrar conforto, dizer que "Gran Torino" é a história de uma aprendizagem, de uma passagem de testemunho. Que Kowalski "educa" o seu reaccionarismo e xenofobia quando se encontra mais em família com os seus vizinhos asiáticos do que com a sua própria família. E que por aqueles vai ser capaz do gesto sacrificial, redentor.
Mas por quem se sacrifica, afinal, Kowalski: pela família de adopção ou por si próprio? Quem ajuda quem? A "verdade" de todos os Kowalskis de Eastwood, o seu masoquismo, se quisermos, está na extrema fidelidade à sua natureza. A de Kowalski, e isto desde a primeira sequência, no funeral da mulher, é a de ser fantasma. Condição que ele vai cumprir. E a que Clint Eastwood, cineasta, vai ser fiel: com a personagem, com o filme, está sempre do "lado de lá", feroz, fielmente. É por isso que o plano final chega-nos como teimosa oferenda do outro mundo - servida com canção a preceito - e como cintilação de um cinema de outro mundo: aquele, dos anos 50, o clássico, que já morria quando Clint Eastwood, jovem actor, chegou a Hollywood. Como se a Kowalski pertencesse sempre a última palavra.

Espalhem ao vento: "Gran Torino" é uma obra-prima.

Festa do Cinema Italiano

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8½ Festa do Cinema Italiano está de volta para a segunda edição Elio Germano, Gianfranco Cabiddu, Gianni di Gregorio e Patrizia Laquidara entre os convidados.

A programação da segunda edição da 8½ Festa do Cinema Italiano, que decorrerá em Lisboa entre 2 e 9 de Abril e no Porto a 4 e 5 de Abril, já foi anunciada. Ao longo de oito dias serão exibidos vinte filmes entre ficção, documentário, curtas e longas metragens.

O melhor da produção cinematográfica recente de Itália regressa a Lisboa, e este ano também ao Porto, para dar a conhecer uma nova geração de realizadores que têm conquistado o público e a crítica, não apenas em Itália, mas também em diversos festivais internacionais.

Destaque desde já para o filme de abertura Il passato è una terra straniera, de Daniele Vicari que será apresentado por Elio Germano, o actor mais conhecido e mais talentoso da nova geração italiana. Shooting Star no Festival de Berlim de 2008, candidato ao European Film Award como melhor actor principal, e mais recentemente integrou o elenco da grande série americana Nine, o remake/musical de Rob Marshall inspirato no “8 e 1\2” de Fellini.

Além de Elio Germano a 8½ Festa do Cinema Italiano contará também com a presença de Gianfranco Cabiddu (que transpôs para a televisão, com grande sucesso, o conto de Marcello Fois Disegni di sangue, e o apresentará ao público português), Gianni di Gregorio (após o sucesso obtido na passada Mostra Internazionale del Cinema di Venezia, depois de ter sido seleccionado em numerosos festivais de cinema e distribuido em mais de 20 países, Pranzo di Ferragosto, será exibido na Festa do Cinema Italiano e apresentado pelo realizador) Davide Manuli (que apresentará o seu Beket uma adaptação completamente pessoal da obra prima becketiana “À Espera de Godot”), o filme Puccini e la Fanciulla, obra que, não por acaso, foi exibida no último Festival de Cinema de Veneza juntamente com as duas últimas curtas-metragens de Manoel de Oliveira, Romance de Vila do Conde e “O Vitral e a Santa Morta”) e Alina Marazzi (a reconhecida realizadora documental italiana vem apresentar o seu documentário Vogliamo anche le rose, filme que reconstrói o movimento feminista em Itália até ao final dos anos setenta).

A Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema volta a associar-se à Festa do Cinema Italiano organizando, em parceria com o festival, a Retrospectiva Cinema da Sardenha, que dará a conhecer um dos fenómenos mais relevantes da recente cinematografia italiana. Desde a alguns anos para cá, a Sardenha é o teatro de uma nova efervescência artística que reuniu autores de várias gerações como Salvatore Mereu, Gianfranco Cabiddu e o jovem Enrico Pau. Esta retrospectiva irá recolher o património cinematógrafico da ilha, a partir do início do século até aos nossos dias. A retrospectiva tem início no 6 de Abril, com a exibição do filme Disamistade – Inimicizia, de Gianfranco Cabiddu que vem a Lisboa apresentar o seu filme e fazer a abertura deste ciclo que se prolonga até Maio.

E também a não perder nesta segunda edição da 8½ Festa do Cinema Italiano o concerto que Patrizia Laquidara dará no dia 6 de Abril, no Cabaret Maxime, em Lisboa. Em poucos anos, a cantora de origem siciliana chamou a atenção do público graças a uma extrema sensibilidade e a uma elegância melódica excepcionais, que lhe permitiram participar em importantes eventos musicais, orgulhar-se de prestigiosas colaborações (Antonella Ruggiero, Arto Lindsay, Ben Mandelson) e ganhar popularidade, graças à sua colaboração na banda sonora do filme Manuale d’Amore, de Giovanni Veronesi e ao sucesso do seu último álbum Funambola (2007).

Para mais informações:

Les Chansons d'Amour

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Letras da banda sonora aqui.