Judy Collins - Turn, turn, turn
1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
3 Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar;
4 Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de saltar;
5 Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
6 Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora;
7 Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
8 Tempo de amar, e tempo de aborrecer; tempo de guerra, e tempo de paz.
Eclesiastes 3:1
Bíblia Sagrada - Tradução de João Ferreira de Almeida
Bíblia Sagrada - Tradução de João Ferreira de Almeida
O compositor, músico, letrista e por vezes cantor Idan Raichel é um israelita atípico: judeu, mas de dreadlocks e com uma “mão de Fátima” (símbolo muçulmano) ao pescoço, sinais da sua abertura de espírito e musical. No CD de estreia homónimo, em 2007, juntou 70 artistas de todo o mundo para com ele partilharem uma visão global, pacifista e comum da música e da sociedade. Within My Walls é uma continuação coerente desse processo: muita gente envolvida – com destaque para Mayra Andrade –, menos electrónicas, mais rock ligeiro, suaves incursões no klezmer, na morna e na música iemenita, e a mesma mensagem: israelitas, árabes, africanos e latino-americanos irmanados num mesmo desejo de paz.
Fonte: Time Out
A ouvir:
Odjus Fitxadu (Crioulo de Cabo Verde)
Siyaishaya Ingoma (Zulu)
Im Telech (Hebraico)
Todas Las Palabras (Castelhano)
A propalada longa-metragem "When You're Strange", que conta a história completa dos Doors, é um dos documentários de música que vão ser exibidos na secção IndieMusic da edição deste ano do IndieLisboa, que decorre entre 22 de Abril e 2 de Maio.
O filme é realizado pelo cineasta Tom DiCillo e conta com os préstimos vocais do actor Johnny Depp na narração. O documentário inclui imagens inéditas de Jim Morrison e é descrito pelo antigo teclista do grupo, Ray Manzarek, como um filme «anti-Oliver Stone», em referência ao biopic "The Doors ¬ O Mito de uma Geração" que o autor de "Platoon - Os Bravos do Pelotão" dirigiu.
Outro dos documentários em destaque é o filme-concerto da actuação histórica de Leonard Cohen no memorável Festival da Ilha de Wight, "Leonard Cohen: Live at the Isle of Wight 1970". O filme de Murray Lerner (cromo de documentários em festivais de música, como as várias edições dos anos 60 do Festival Folk de Newport) capta Leonard Cohen na sua fase de trovador folk, cantando diante de centenas de milhar de pessoas a altas horas da madrugada.
O IndieMusic também dedica atenção à música nacional e lusófona. "Music Box Club Docs" centra-se na actividade de cinco nomes ascendentes portugueses: Micro Audio Waves, J. P. Simões, X-Wife, Dealema e Terrakota, através de entrevistas e filmagens de concertos. O IndieLisboa vai apresentar igualmente a trilogia de Jorge António sobre a música popular angolana, incluindo a longa-metragem mais recente "O Lendário Tio Liceu e os Ngola Ritmos".
Mas há mais filmes. "All Tomorrow's Parties" documenta a história do festival anual britânico de música indie com o mesmo nome e inclui imagens ao vivo dos Sonic Youth, Patti Smith, Grizzly Bear, Animal Collective e dezenas de outros nomes. O DJ chileno Ricardo Villalobos é retratado no documentário de Romuald Karmakar, Villalobos. E "We Don't Care About Music Anyway..." foca a sua atenção na fértil cena de avant-garde de Tóquio.
Os bilhetes custam 3,50 euros (há descontos de 50 cêntimos).
O IndieLisboa de 2010 vai decorrer nos cinemas São Jorge, Londres, Cinema City Classic Alvalade e na Culturgest.
Fonte: cotonete.clix.pt
Outro dos documentários em destaque é o filme-concerto da actuação histórica de Leonard Cohen no memorável Festival da Ilha de Wight, "Leonard Cohen: Live at the Isle of Wight 1970". O filme de Murray Lerner (cromo de documentários em festivais de música, como as várias edições dos anos 60 do Festival Folk de Newport) capta Leonard Cohen na sua fase de trovador folk, cantando diante de centenas de milhar de pessoas a altas horas da madrugada.
O IndieMusic também dedica atenção à música nacional e lusófona. "Music Box Club Docs" centra-se na actividade de cinco nomes ascendentes portugueses: Micro Audio Waves, J. P. Simões, X-Wife, Dealema e Terrakota, através de entrevistas e filmagens de concertos. O IndieLisboa vai apresentar igualmente a trilogia de Jorge António sobre a música popular angolana, incluindo a longa-metragem mais recente "O Lendário Tio Liceu e os Ngola Ritmos".
Mas há mais filmes. "All Tomorrow's Parties" documenta a história do festival anual britânico de música indie com o mesmo nome e inclui imagens ao vivo dos Sonic Youth, Patti Smith, Grizzly Bear, Animal Collective e dezenas de outros nomes. O DJ chileno Ricardo Villalobos é retratado no documentário de Romuald Karmakar, Villalobos. E "We Don't Care About Music Anyway..." foca a sua atenção na fértil cena de avant-garde de Tóquio.
Os bilhetes custam 3,50 euros (há descontos de 50 cêntimos).
O IndieLisboa de 2010 vai decorrer nos cinemas São Jorge, Londres, Cinema City Classic Alvalade e na Culturgest.
Fonte: cotonete.clix.pt
Pode ver aqui o trailer de "When You're Strange".
Calendário das sessões do IndieLisboa'10 disponível aqui.
Hot Clube de volta, uns números abaixo
por Luís Leal Miranda, publicado em 15 de Abril de 2010
Pergunta para queijinho azul (categoria Geografia): Qual o número de porta do Hot Clube de Portugal? Se respondeu 39, então perdeu. Mas a pergunta tem rasteira. Durante mais de 60 anos, o 39 da Praça da Alegria foi morada para a sala de concertos do mais antigo clube de jazz português. Mas o incêndio, a 22 de Dezembro do ano passado, inutilizou o prédio histórico e o Hot viu-se obrigado a mudar de endereço. Sem residência fixa durante quase quatro meses, o clube de jazz conheceu ontem a sua nova morada apenas uns números abaixo da antiga: Praça da Alegria, números 47-49. Mantém o código postal.
A decisão foi anunciada ontem depois de uma reunião da Câmara Municipal de Lisboa em que foi aprovada a proposta da vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto. Segundo essa proposta os números 47 e 49, propriedade da câmara, vão ser cedidos para albergar a sede do clube de jazz. O espaço é uma antiga loja entre a pastelaria Estrela da Alegria e a Electro Luso Alegria, estabelecimento dedicado à venda de acessórios para automóveis. Situada perto do Cabaret Maxime, o espaço é um pouco maior que o do edifício agora devoluto e inclui um pátio.
"Estamos muito contentes por termos conseguido", disse à agência Lusa a directora do Hot Clube, Inês Homem Cunha, "falta assinar o protocolo para voltar a pôr o Hot a mexer".
Para ajudar a reerguer o clube, a autarquia irá transferir 200 mil euros. "Importa assegurar a retoma e criar condições para a continuidade da programação do Hot Clube de Portugal, assegurando o desenvolvimento das suas actividades com regularidade e estabilidade", lê-se na proposta da vereadora socialista.
A direcção do Hot já tem um projecto de remodelação do espaço cedido, obra a cargo do atelier de arquitectura dos irmãos Aires Mateus. Falta marcar uma data para a assinatura do protocolo e início das obras.
O que resta da sala de concertos original, edifício classificado como imóvel de interesse municipal (o tal número 39), não vai ser recuperado. Depois do incêndio, a estrutura do prédio ficou gravemente danificado e este será demolido até Maio, mantendo-se a fachada.
Depois do incêndio de 22 de Dezembro vários concertos foram cancelados. O Cinema São Jorge, na Avenida da Liberdade, serviu de palco provisório para alguns músicos mas a conversão definitiva em nova casa do jazz nunca agradou aos responsáveis do Hot. Aquele que é tido como um dos clubes de jazz mais antigos da Europa volta a ter morada 113 dias depois do fogo.
por Luís Leal Miranda, publicado em 15 de Abril de 2010
Pergunta para queijinho azul (categoria Geografia): Qual o número de porta do Hot Clube de Portugal? Se respondeu 39, então perdeu. Mas a pergunta tem rasteira. Durante mais de 60 anos, o 39 da Praça da Alegria foi morada para a sala de concertos do mais antigo clube de jazz português. Mas o incêndio, a 22 de Dezembro do ano passado, inutilizou o prédio histórico e o Hot viu-se obrigado a mudar de endereço. Sem residência fixa durante quase quatro meses, o clube de jazz conheceu ontem a sua nova morada apenas uns números abaixo da antiga: Praça da Alegria, números 47-49. Mantém o código postal.
A decisão foi anunciada ontem depois de uma reunião da Câmara Municipal de Lisboa em que foi aprovada a proposta da vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto. Segundo essa proposta os números 47 e 49, propriedade da câmara, vão ser cedidos para albergar a sede do clube de jazz. O espaço é uma antiga loja entre a pastelaria Estrela da Alegria e a Electro Luso Alegria, estabelecimento dedicado à venda de acessórios para automóveis. Situada perto do Cabaret Maxime, o espaço é um pouco maior que o do edifício agora devoluto e inclui um pátio.
"Estamos muito contentes por termos conseguido", disse à agência Lusa a directora do Hot Clube, Inês Homem Cunha, "falta assinar o protocolo para voltar a pôr o Hot a mexer".
Para ajudar a reerguer o clube, a autarquia irá transferir 200 mil euros. "Importa assegurar a retoma e criar condições para a continuidade da programação do Hot Clube de Portugal, assegurando o desenvolvimento das suas actividades com regularidade e estabilidade", lê-se na proposta da vereadora socialista.
A direcção do Hot já tem um projecto de remodelação do espaço cedido, obra a cargo do atelier de arquitectura dos irmãos Aires Mateus. Falta marcar uma data para a assinatura do protocolo e início das obras.
O que resta da sala de concertos original, edifício classificado como imóvel de interesse municipal (o tal número 39), não vai ser recuperado. Depois do incêndio, a estrutura do prédio ficou gravemente danificado e este será demolido até Maio, mantendo-se a fachada.
Depois do incêndio de 22 de Dezembro vários concertos foram cancelados. O Cinema São Jorge, na Avenida da Liberdade, serviu de palco provisório para alguns músicos mas a conversão definitiva em nova casa do jazz nunca agradou aos responsáveis do Hot. Aquele que é tido como um dos clubes de jazz mais antigos da Europa volta a ter morada 113 dias depois do fogo.
Fonte: ionline.pt
para a Sara:
"And it's one, two, three, what are we fighting for
don't ask me I don't give a damn, next stop is Viet Nam
And it's five, six, seven, open up the pearly gates
ain't no time to wonder why, whoopee we're all gonna die!"
Country Joe McDonald - I feel like I'm fixing to die
"And it's one, two, three, what are we fighting for
don't ask me I don't give a damn, next stop is Viet Nam
And it's five, six, seven, open up the pearly gates
ain't no time to wonder why, whoopee we're all gonna die!"
Country Joe McDonald - I feel like I'm fixing to die
A nova pop dos Guta Naki vai da livraria ao bar
24 de Março de 2010, Sapo Notícias
Enquanto não editam o disco de estreia, os lisboetas Guta Naki têm levado as suas canções a alguns palcos nacionais. E nesta semana há duas oportunidades para ver o promissor trio ao vivo em dois espaços da capital.
Formado há dois anos, o grupo de Cátia Pereira (voz), Dinis Pires (baixo e melódica) e Nuno Palma (guitarra, teclados e programações) é uma das apostas mais fortes da Meifumado Fonogramas, editora independente através da qual deverá lançar o seu primeiro álbum, previsto para Outubro.
Mas enquanto o disco não chega, os Guta Naki têm apresentado as suas canções ao vivo. E pelo menos em palco, grande parte dos seus temas funciona francamente bem, assentando numa pop cantada em (bom) português e que aceita saudáveis contaminações do jazz, do fado ou do tango - assim como da herança de algum rock alternativo, especialmente evidente na guitarra.
Nesta quinta-feira, o trio vencedor do Restart Resound Fest 2009 actua na livraria Trama, no Rato (a partir das 22h, por 3 euros), e na sexta no Lounge, no Cais do Sodré (depois das 23h, num concerto de entrada livre).
Mais sobre os Guta Naki:
+ Guta Naki no MusicBox: (Boas) Canções para amigos
+ Página da banda no Myspace
+ Site da Meifumado Fonogramas
@Gonçalo Sá
Enquanto não editam o disco de estreia, os lisboetas Guta Naki têm levado as suas canções a alguns palcos nacionais. E nesta semana há duas oportunidades para ver o promissor trio ao vivo em dois espaços da capital.
Formado há dois anos, o grupo de Cátia Pereira (voz), Dinis Pires (baixo e melódica) e Nuno Palma (guitarra, teclados e programações) é uma das apostas mais fortes da Meifumado Fonogramas, editora independente através da qual deverá lançar o seu primeiro álbum, previsto para Outubro.Mas enquanto o disco não chega, os Guta Naki têm apresentado as suas canções ao vivo. E pelo menos em palco, grande parte dos seus temas funciona francamente bem, assentando numa pop cantada em (bom) português e que aceita saudáveis contaminações do jazz, do fado ou do tango - assim como da herança de algum rock alternativo, especialmente evidente na guitarra.
Nesta quinta-feira, o trio vencedor do Restart Resound Fest 2009 actua na livraria Trama, no Rato (a partir das 22h, por 3 euros), e na sexta no Lounge, no Cais do Sodré (depois das 23h, num concerto de entrada livre).
Mais sobre os Guta Naki:
+ Guta Naki no MusicBox: (Boas) Canções para amigos
+ Página da banda no Myspace
+ Site da Meifumado Fonogramas
@Gonçalo Sá
It's meant to be football hooligans chanting in protest at the banking situation.
(Matt Bellamy)
(Matt Bellamy)
Muse - Uprising
Every night and every morn
Some to misery are born,
Every morn and every night
Some are born to sweet delight.
Some are born to sweet delight,
Some are born to endless night.
William Blake, Auguries of Innocence
You see he held his handkerchief in front, so that the Carpenter couldn't count how many he took...
Lewis Carroll, Through the Looking-Glass
Lewis Carroll, Through the Looking-Glass
Apresentação
"Telémaco, não deves sentir vergonha; de modo algum!
Pois foi para isto que atravessaste o mar, para saberes notícias
de teu pai: onde o cobriu a terra ou que destino foi o seu."
Odisseia , Canto III, 14-16.
Telemaquia:
Perfil no Blogger
- Contacto:
telemaquia@live.com.pt
Pois foi para isto que atravessaste o mar, para saberes notícias
de teu pai: onde o cobriu a terra ou que destino foi o seu."
Odisseia , Canto III, 14-16.
Telemaquia:
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O Jogo do Direito de Resposta: Literatura e Intertextualidade
A folha de poesia que a Telemaquia costumava afixar semanalmente junto ao Departamento de Estudos Portugueses da FCSH corresponde agora à rubrica bloguista Literatura com Direito de Resposta. Desafiamos os nossos leitores a responderem aos textos citados na mesma moeda: literatura com literatura se paga. As respostas, que poderão ser deixadas na caixa de comentários ou no nosso endereço de e-mail, serão posteriormente colocadas no blog como postagens.
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