O compositor, músico, letrista e por vezes cantor Idan Raichel é um israelita atípico: judeu, mas de dreadlocks e com uma “mão de Fátima” (símbolo muçulmano) ao pescoço, sinais da sua abertura de espírito e musical. No CD de estreia homónimo, em 2007, juntou 70 artistas de todo o mundo para com ele partilharem uma visão global, pacifista e comum da música e da sociedade. Within My Walls é uma continuação coerente desse processo: muita gente envolvida – com destaque para Mayra Andrade –, menos electrónicas, mais rock ligeiro, suaves incursões no klezmer, na morna e na música iemenita, e a mesma mensagem: israelitas, árabes, africanos e latino-americanos irmanados num mesmo desejo de paz.
Fonte: Time Out
A ouvir:
Odjus Fitxadu (Crioulo de Cabo Verde)
Siyaishaya Ingoma (Zulu)
Im Telech (Hebraico)
Todas Las Palabras (Castelhano)
Anicomics Lisboa 2010
8 Mai: 10h-22h
9 Mai: 10h-19h
Biblioteca Orlando Ribeiro
Endereço: Antigo Solar da Nora, Estrada de Telheiras
Horários: Seg a Sex: 10h-19h30, Sáb: 10h30-13h30/14h30-18h30
Telefone: 217 549 030 Fax: 217 549 039
Internet: blx.cm-lisboa.pt
E-Mail: bib.oribeiro@cm-lisboa.pt
Acessos: Autocarros: 7, 47, 67 | Metro: Telheiras (Linha verde)
Fonte: Agenda Cultural CML
Era uma vez um gigante chamado Pan Gu. Habitava o imenso vazio onde nada existia e tudo era ausência. Nasceu num ovo enorme que se partiu e se separou em duas partes. A clara, branca e pálida ficou a pairar no espaço e formou o Céu, a gema, densa e amarela, caiu e deu origem à Terra. Pan Gu viveu durante dezoito mil anos e todos os dias crescia alguns palmos, sempre afastando o Céu da Terra. Ao aproximar-se a morte, chorou e as suas lágrimas transformaram-se nos rios Amarelo e Yangtsé. Depois, a respiração de Pan Gu assumiu-se como vento e nuvens, a sua voz como trovões, o seu olhar como relâmpagos.
Quando morreu, caiu pesado sobre a Terra. Os seus ossos espalharam-se e formaram os montes e montanhas, o seu olho direito subiu ao Céu e transmutou-se em sol, o seu olho esquerdo, em lua. Os cabelos e as barbas espalharam-se pelo universo e vieram a ser as estrelas e a Via Láctea, o seu suor, a chuva, os pêlos, deram as plantas e as árvores, as gorduras do gigante derreteram e originaram a água dos mares. Por último, o que restava do corpo, as entranhas de Pan Gu cobriram-se de vermes, milhões e milhões de vermes, a espécie humana.
In "Lao Zi, Confúcio e Buda, três vias da religiosidade chinesa", António Graça de Abreu.
Quando morreu, caiu pesado sobre a Terra. Os seus ossos espalharam-se e formaram os montes e montanhas, o seu olho direito subiu ao Céu e transmutou-se em sol, o seu olho esquerdo, em lua. Os cabelos e as barbas espalharam-se pelo universo e vieram a ser as estrelas e a Via Láctea, o seu suor, a chuva, os pêlos, deram as plantas e as árvores, as gorduras do gigante derreteram e originaram a água dos mares. Por último, o que restava do corpo, as entranhas de Pan Gu cobriram-se de vermes, milhões e milhões de vermes, a espécie humana.
In "Lao Zi, Confúcio e Buda, três vias da religiosidade chinesa", António Graça de Abreu.
3 Dezembro
DEZ ANOS DEPOIS: TIMOR E MACAU
Seminário internacional
Coordenadores: Moisés da Silva Fernandes e Pedro Bacelar de Vasconcelos
Horário: 9.30-18.00
Preço: € 25,00 (desconto de 50% a estudantes)
Público-alvo: Adultos
Piso 4
O propósito deste seminário internacional, organizado pela Fundação Oriente, no quadro dos Encontros da Arrábida, é reunir um conjunto de especialistas nacionais e internacionais para fazer uma primeira avaliação sobre a evolução de Timor-Leste e de Macau nos últimos 10 anos, que correspondem, no primeiro caso, às sucessivas etapas da fundação e da construção do Estado e, no segundo caso, à criação e à consolidação da Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China.
Moisés da Silva Fernandes é director do Instituto Confúcio da Universidade de Lisboa e o principal investigador português das relações contemporâneas entre Portugal e a China.
Pedro Bacelar de Vasconcelos é Doutor em Direito, Professor Associado da Escola de Direito e Director do Centro de Estudos do Direito da Universidade do Minho. Foi membro da administração internacional de Timor-Leste no período de transição e, no quadro das Nações Unidas, o responsável pela feitura da Constituição da República de Timor-Leste.
Museu do Oriente
Programa aqui.
DEZ ANOS DEPOIS: TIMOR E MACAU
Seminário internacional
Coordenadores: Moisés da Silva Fernandes e Pedro Bacelar de Vasconcelos
Horário: 9.30-18.00
Preço: € 25,00 (desconto de 50% a estudantes)
Público-alvo: Adultos
Piso 4
O propósito deste seminário internacional, organizado pela Fundação Oriente, no quadro dos Encontros da Arrábida, é reunir um conjunto de especialistas nacionais e internacionais para fazer uma primeira avaliação sobre a evolução de Timor-Leste e de Macau nos últimos 10 anos, que correspondem, no primeiro caso, às sucessivas etapas da fundação e da construção do Estado e, no segundo caso, à criação e à consolidação da Região Administrativa Especial de Macau da República Popular da China.
Moisés da Silva Fernandes é director do Instituto Confúcio da Universidade de Lisboa e o principal investigador português das relações contemporâneas entre Portugal e a China.
Pedro Bacelar de Vasconcelos é Doutor em Direito, Professor Associado da Escola de Direito e Director do Centro de Estudos do Direito da Universidade do Minho. Foi membro da administração internacional de Timor-Leste no período de transição e, no quadro das Nações Unidas, o responsável pela feitura da Constituição da República de Timor-Leste.
Museu do Oriente
Programa aqui.
São diferentes a forma e o estilo, é a mesma mensagem de quem escreve. A mensagem é como o arroz. Quando se escreve em prosa cozinha-se o arroz, quando se escreve em poesia transforma-se o arroz em vinho de arroz. Cozido, o arroz não muda a sua forma, mas, transformado em vinho de arroz, muda de qualidade e de forma. O arroz cozido enche. Assim decorre o espaço de uma vida, é o curso normal da existência humana. O vinho, por seu lado, embebeda, faz tristes os felizes e felizes os tristes. O seu efeito é sublime, não tem explicação.
Wu Qiao, Dinastia Qing (trad. António Graça de Abreu)
Wu Qiao, Dinastia Qing (trad. António Graça de Abreu)
邱為 尋西山隱者不遇
絕頂一茅茨
直上三十里
扣關無僮僕
窺室惟案几
若非巾柴車
應是釣秋水
差池不相見
黽勉空仰止
草色新雨中
松聲晚窗裡
及茲契幽絕
自足蕩心耳
雖無賓主意
頗得清淨理
興盡方下山
何必待之子
Qiu Wei - After missing the recluse on the western mountain
絕頂一茅茨
直上三十里
扣關無僮僕
窺室惟案几
若非巾柴車
應是釣秋水
差池不相見
黽勉空仰止
草色新雨中
松聲晚窗裡
及茲契幽絕
自足蕩心耳
雖無賓主意
頗得清淨理
興盡方下山
何必待之子
Qiu Wei - After missing the recluse on the western mountain
To your hermitage here on the top of the mountain
I have climbed, without stopping, these ten miles.
I have knocked at your door, and no one answered;
I have peeped into your room, at your seat beside the table.
Perhaps you are out riding in your canopied chair,
Or fishing, more likely, in some autumn pool.
Sorry though I am to be missing you,
You have become my meditation --
The beauty of your grasses, fresh with rain,
And close beside your window the music of your pines.
I take into my being all that I see and hear,
Soothing my senses, quieting my heart;
And though there be neither host nor guest,
Have I not reasoned a visit complete?
...After enough, I have gone down the mountain.
Why should I wait for you any longer?
Mas, passado ano e meio, num lindo dia de Março, Ega reapareceu no Chiado. E foi uma sensação! Vinha esplêndido, mais forte, mais trigueiro, soberbo de verve, num alto apuro de toilette, cheio de histórias e aventuras do Oriente, não tolerando nada em arte ou poesia que não fosse do Japão ou da China, e anunciando um grande livro, o «seu livro», sob este título grave de crónica heróica - «Jornadas da Ásia».
- E Carlos?...
- Magnífico! Instalado em Paris, num delicioso apartamento dos Campos Elísios, fazendo a vida larga de um príncipe artista da Renascença...
Ao Vilaça, porém, que sabia os segredos, Ega confessou que Carlos ficara ainda «abalado». Vivia, ria, governava o seu faetonte no Bois - mas lá no fundo do seu coração permanecia, pesada e negra, a memória da «semana terrível».
- Todavia os anos vão passando, Vilaça - acrescentou ele. - E com os anos, a não ser na China, tudo na Terra passa...
- E Carlos?...
- Magnífico! Instalado em Paris, num delicioso apartamento dos Campos Elísios, fazendo a vida larga de um príncipe artista da Renascença...
Ao Vilaça, porém, que sabia os segredos, Ega confessou que Carlos ficara ainda «abalado». Vivia, ria, governava o seu faetonte no Bois - mas lá no fundo do seu coração permanecia, pesada e negra, a memória da «semana terrível».
- Todavia os anos vão passando, Vilaça - acrescentou ele. - E com os anos, a não ser na China, tudo na Terra passa...
Eça de Queirós, Os Maias, Capítulo XVIII
.
Sepatu- sapato
Mentega - manteiga
Keju - queijo
Bolu - bolo
Serdadu - soldado
Almari - armario
Bendera - bandeira
Gereja - igreja
Minggu - domingo
Pesta - festa
Jendela - janela
Sepatu- sapato
Mentega - manteiga
Keju - queijo
Bolu - bolo
Serdadu - soldado
Almari - armario
Bendera - bandeira
Gereja - igreja
Minggu - domingo
Pesta - festa
Jendela - janela
Nona - menina
Natal - natal
Tinta - tinta
Kemeja - camisa
.
Estas e outras curiosidades sobre a bahasa indonesia podem ser lidas na página do ILNova, aqui.
Coordenador: António Graça de Abreu - Museu Fundação Oriente
Datas: 26 Setembro, 10 e 24 Outubro, 7 e 21 Novembro, 5 e 19 Dezembro
Duração: 17,5 horas
Horário: Sábados, 10.00-12.30
Preço: € 75,00 (professores e estudantes: € 50,00)
Público-alvo: Adultos
Nº de participantes: Mín. 25
Este curso tem como objectivo tentar compreender o mundo chinês através de um diálogo aberto com a cultura chinesa – pela diferença, pelo fascínio, pela fruição estética, pela sagesse, pela busca da harmonia, por modos diversos de entender o Mundo e de nos entendermos a nós próprios. Ao longo das várias sessões, tentar-se-á procurar a ligação entre a China cultural e histórica e a actualidade ou contemporaneidade. Tempo ainda para uma passagem por Macau e pela presença portuguesa na China.
Datas: 26 Setembro, 10 e 24 Outubro, 7 e 21 Novembro, 5 e 19 Dezembro
Duração: 17,5 horas
Horário: Sábados, 10.00-12.30
Preço: € 75,00 (professores e estudantes: € 50,00)
Público-alvo: Adultos
Nº de participantes: Mín. 25
Este curso tem como objectivo tentar compreender o mundo chinês através de um diálogo aberto com a cultura chinesa – pela diferença, pelo fascínio, pela fruição estética, pela sagesse, pela busca da harmonia, por modos diversos de entender o Mundo e de nos entendermos a nós próprios. Ao longo das várias sessões, tentar-se-á procurar a ligação entre a China cultural e histórica e a actualidade ou contemporaneidade. Tempo ainda para uma passagem por Macau e pela presença portuguesa na China.
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Programa e outras informações aqui.
Rai Timor, rai ita
Posted by F. F. in Língua Portuguesa, Oriente, Telemaquia: Poesia com Direito de Resposta
Dentro das tuas botas de borracha
fizeram teus pés calo e ferida,
mas também desenharam o mapa da tua terra Timor
e sentiram o formigueiro que precede o combate.
Não importa por isso se às vezes quiseste que as botas
tivessem asas, quando o coração disparava
e rezavas alto para que as munições continuassem
a assobiar-te aos ouvidos
em vez de te perfurarem o corpo magro.
E agora quando descansas oculto no matagal sorris
pensando que um dia irás oferecer as botas
a um museu.
"Botas de Borracha", Afonso Busa Metan
fizeram teus pés calo e ferida,
mas também desenharam o mapa da tua terra Timor
e sentiram o formigueiro que precede o combate.
Não importa por isso se às vezes quiseste que as botas
tivessem asas, quando o coração disparava
e rezavas alto para que as munições continuassem
a assobiar-te aos ouvidos
em vez de te perfurarem o corpo magro.
E agora quando descansas oculto no matagal sorris
pensando que um dia irás oferecer as botas
a um museu.
"Botas de Borracha", Afonso Busa Metan
Apresentação
"Telémaco, não deves sentir vergonha; de modo algum!
Pois foi para isto que atravessaste o mar, para saberes notícias
de teu pai: onde o cobriu a terra ou que destino foi o seu."
Odisseia , Canto III, 14-16.
Telemaquia:
Perfil no Blogger
- Contacto:
telemaquia@live.com.pt
Pois foi para isto que atravessaste o mar, para saberes notícias
de teu pai: onde o cobriu a terra ou que destino foi o seu."
Odisseia , Canto III, 14-16.
Telemaquia:
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- Contacto:
telemaquia@live.com.pt
O Jogo do Direito de Resposta: Literatura e Intertextualidade
A folha de poesia que a Telemaquia costumava afixar semanalmente junto ao Departamento de Estudos Portugueses da FCSH corresponde agora à rubrica bloguista Literatura com Direito de Resposta. Desafiamos os nossos leitores a responderem aos textos citados na mesma moeda: literatura com literatura se paga. As respostas, que poderão ser deixadas na caixa de comentários ou no nosso endereço de e-mail, serão posteriormente colocadas no blog como postagens.
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