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Hey, I'm not kidding, you gotta turn the lights down.

Posted by TELEMAQUIA in


The end of our elaborate plans.

"Vemos, ouvimos e lemos"

Posted by C. in , ,

Quando oiço o senhor, lembro-me de um balde de merda.

Posted by Correspondente in ,

Hoje, dia 30 de Março de 2010, entre as 14:00 e as 15:00, um indivíduo dotado de uma enorme estupidez, disse aos microfones da rádio Antena 3 que o Padre Amaro lhe fazia lembrar o Padre Frederico.

Vamos devagar, pois a imbecilidade é tanta que o leitor poderá ficar confuso.


1 -Em que contexto ocorreu este comentário?

Após sair do ar a música Resistir à Tentação, música da autoria de Sam The Kid, com as participações de Pacman e SP, que integra a banda sonora do filme O Crime do Padre Amaro, o mesmo que ofereceu Soraia Chaves ao cinema português.


2- Quem é Padre Amaro?

Resumindo, pois até o resumo basta para reconhecer a ignorância deste "radialista", Amaro é uma personagem queirosiana; religioso que se envolve fisicamente com a jovem sensual Amélia. Claro que a personagem de Amaro é bem mais profunda, mas esta definição parece-nos suficiente para o caso.

A obra de Eça de Queiroz foi adaptada, não vamos discutir se bem se mal, ao cinema por Carlos Coelho da Silva. Apesar das alterações elaboradas pelo realizador, Amaro (Jorge Corrula) é um padre que se envolve fisicamente com uma mulher, a jovem sensual Amélia (Soraia Chaves).


3 - Quem é Padre Frederico?

No início dos anos 90, o padre Frederico Cunha foi acusado de violar e matar um jovem de 15 anos. O próprio bispo do Funchal, D. Teodoro Faria, admitiu que o padre em questão teria praticado actos pedófilos. Foi condenado a 13 anos de prisão. Numa saída precária, fugiu para o Brasil.


4- Compreenderá este indivíduo a diferença entre ficção e realidade?

Creio que não. Isso é algo muito complicado para uma mente tão medíocre.


5 - Onde estão as semelhanças entre as "biografias" destes dois padres?

Não as encontro.


6 - Estaria o "radialista" a referir-se a semelhanças físicas?

Bem, o Amaro do Eça celebrizou-se pela sua fraqueza física.
O Amaro do filme, Jorge Corrula, dizem-no um sex-symbol cá da pátria.
O Padre Frederico caracterizava-se pela sua cara rechonchuda e por um corpo com uns quilos a mais.


7 - Perante a ausência de semelhanças, porque razões o "radialista" da Antena 3 se lembra do Padre Frederico quando lhe é referido o Padre Amaro?

Penso que podemos especular sobre tamanha parvoíce; porque para ele:
- violar e assassinar menores é igual à paixão entre um homem e uma mulher, sendo ambos crimes.
- violar e assassinar menores é tão compreensível como um homem se apaixonar por uma mulher.


A Antena 3 é uma rádio pública, sendo os seus profissionais pagos com o dinheiro dos portugueses. Este funcionário, profissional só da burrice, ofendeu a cultura portuguesa, ofendendo o livro de Eça de Queiroz e o filme de Carlos Coelho da Silva. Não sendo isto suficiente, comparou, igualando, a paixão ao assassínio de um menor, e o desejo à violação de um menor.

Segue uma cartinha para o senhor Provedor do Ouvinte...

Um último poema de Álvaro de Campos

Posted by F. F. in ,

Um último poema de Álvaro de Campos

Sonhei com Tavira
E pus na minha mala de engenheiro
Todo o bafio de um’alma cansada.

Por que não me quiseste matar a in-existência?
Por que não morri eu contigo, se era a lógica do fingimento?
Fiquei com sono de mim,
Preso entre o não-ser e o ser abstractamente irregular,
Esquecido, só e impossivelmente real
Como um trapo sujo, rasgado e transparente...

E sempre esta angústia.
Esta velha angústia que despedaçou o universo da calçada
Em que passeio, estúpido e lúcido
Como um cão que condenaram ao abate.

Acendo um cigarro.
Que saudades do que não fui...
O tempo em que ia para aquele cais rebolar a minha infância
(e apertava no peito todas as sensações marítimas!...)
E o vento que me batia na face só anunciava odes e viagens.

Quilhas, mastros e velas, rodas do leme, cordagens,
Chaminés de vapores, hélices, gáveas, flâmulas,
Galdropes, escotilhas, caldeiras, colectores, válvulas...

Tardou o apito...
Tiro dos bolsos do passado a fotografia a preto e branco
E pego nesse teu dedo, agora osso
E mergulho-o na água límpida da minha infância.
Quero regressar a Tavira e obrigo-te a escrever-me de novo...

(E eu, condenado ao limbo metafísico
Embarco, sereno e absoluto para a parda fotografia
E levo os pincéis de outrora e irei ingénuo
Pintá-la com as cores alegres da infância.)

f., 2.ºano da faculdade.

Concreto quem?

Posted by Correspondente in ,

Um dia citei aqui uma frase de António Lobo Antunes, escrita em 1979 no primeiro romance do autor, que diz assim "Salazar de um cabrão que nunca mais acabas de morrer".
Basta olhar para ao lado, tanto faz ser esquerdo como ser direito, para cima ou para baixo... ele continua por aí. Na mente de todos e na mente de cada um, por mais que isto aconteça inconscientemente, ou como negação, os tiques de salazaristas acabam sempre por se manifestar.
Ontem, enquanto assistia ao Jornal da Noite, talvez tenha sofrido um desses ataques.

Uma senhora, residente em Vila Nova de Gaia, dizia à jornalista exactamente isto "sim, foi! Nós destruímos a casa deles, partimos as coisas e assim. Foi! Mas atenção, foi só depois de sermos provocados". Esta senhora, tranquilamente, anunciava ao país que acabara de destruir a habitação de uma família.

Estou muito confuso.

Leya vai explorar Livraria Barata

Posted by Actia in , ,

Grupo editorial quer revitalizar o espaço na Avenida de Roma, em Lisboa, dando mais atenção aos professores

O grupo editorial Leya e a Livraria Barata estabeleceram uma parceria para exploração daquele espaço na Avenida de Roma, em Lisboa. O acordo tem como objectivo a revitalização e dinamização da conhecida livraria, que é também um local histórico da capital. De acordo com um comunicado divulgado pela Leya, "é também objectivo fundamental desta parceria a manutenção do excelente serviço pelo qual a Livraria Barata é conhecida entre os seus clientes".

O acordo prevê, ainda, a instalação na cave, local onde já funcionou uma galeria de arte, de uma Loja do Professor, espaço que será dedicado aos professores e às editoras escolares integradas no grupo Leya, a saber Asa, Gailivro, Novagaia, Texto e Sebenta.

A Barata - Tabacaria, Papelaria, Livraria abriu as suas portas na avenida de Roma em 1957. Durante os anos 60 o espaço foi gerido por António Barata, que o tornou uma das mais emblemáticas livrarias de Lisboa, sobretudo no período do Estado Novo e da censura. Em 1986, o espaço foi remodelado e ampliado. Em 1991 António Barata foi distinguido com a Medalha de Ouro de Mérito Municipal. O fundador da Barata faleceu em 1992.

Edição de hoje do Diário de Notícias


COMENTÁRIO:

Qualquer dia servem-nos os livros em menus Big Mac ou Chicken Light com molho para batatas fritas. A Mac Donald's agradece-me a publicidade.

Mas o que dizer?

Na minha cidade natal, existem apenas duas livrarias. E o que está a ser feito das livrarias de Lisboa, capital de tudo? Não me venham com as tretas da uniformização económica, se as pessoas lêem "merda" é porque as alternativas não são badaladas aos sete ventos, nos cartazes, na televisão, nas ofertas com o Expresso e o Sol.

Já uma pessoa não pode conduzir no eixo norte-sul, que não fique, a alta velocidade, com os cartazes da Fúria Divina impressos na mente. A própria tabuleta, que indica a saída para a Praça de Espanha surgiu sob o epíteto PRAÇA DE ESPANHA, ou a Fúria Divina.

Infelizmente, as pessoas compram aquilo que se vende. E não posso censurar as pessoas que vão à Bertrand, por ignorarem a existência das grandes livrarias, que nem ficam a jeito, nem têm parques de estacionamento... mas posso censurar as Livrarias Bertrand, sendo que uma das duas livrarias existentes na minha cidade natal é uma filial da dita cuja, por não ter à venda mesmíssimamente NADA. Nem as edições novas da Antígona, Relógio de Água, Difel… sei lá… todas essas coisas boas e frescas que se andam a reeditar.

Isto é o quê, meus amigos?

Se já viajamos nas vias reservadas a automóveis e motociclos, isto é, vias equiparadas a auto-estradas, com a Fúria Divina a entrar-nos na mente, não estaremos a vivenciar a profecia de Ray Bradbury?

Isto já para não falar que daqui a meia dúzia de anos, se os plasmas continuarem a crescer desta forma gritante, a Fnac já não terá o seu cantinho para os livros, com os coffrets Caim, com oferta de loção corporal.

Permitam-me, mas viva à Trama, à Papelaria Pantufa, ao alfarrabista Romão da Praça das Flores, ao cantinho da Rua do Século, ao alfarrabista que tem sempre Pan Pipe como som ambiente, e a todos os outros, à Feira da Ladra, à Rua Anchieta nos Sábados de manhã, aos saldos da Assírio e Alvim e da Cotovia! Quero lá bem saber se as grandes vão à falência e põe a liquidação total a 1 euro! Ao menos vendem-se, não se compram. Viva a tudo que seja livro e não economia, mercado e capitação!

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Posted by Correspondente in ,

O Alberto Caeiro dá muito jeito aos críticos, pois estes adoram utilizar a expressão "pela boca morre o peixe". O outro, o Bernardo Soares, dizia mais "pela boca morre o peixe e Oscar Wilde".
Lao Tzi é uma espécie de Alberto Caeiro, morre igualmente pela boca. Diz ele, citado pela minha colega, que o sábio cala-se. No entanto ele o diz. O sabedoria não se mostra, diz a sua sabedoria. Perante isto, pode-se afirmar que Lao Tzi segue a ideia desassossegada, de Bernardo Soares, exposta aqui há tempos pela minha colega, segundo a qual "Ter opiniões é estar vendido a si mesmo. Não ter opiniões é existir. Ter todas as opiniões é ser poeta". Portanto, ou se cala, ou se exibe. Lao Tzi exibiu-se; logo, seguindo a sua palavra, não é sábio. Quanto muito é poeta.

Duas ou três pessoas afirmaram que Sandra Preto Alves "é magnífica", como poeta é claro, não como sábia.

Sobre um poeta da praça

Posted by Correspondente in ,

Manuel de Freitas foi aluno de Z.
O professor Z. elogia a poesia de Manuel de Freitas, hoje que Manuel de Freitas é Manuel de Freitas.
Antes de publicar o seu primeiro livro de poesia, no ano 2000, Manuel de Freitas publicara um interessante estudo sobre a obra de Al Berto. Não consta que o professor Z. tenha prefaciado nenhum destes dois livros. Manuel de Freitas é, sem dúvidas, poeta. É também um bom editor, veja-se a antologia A Perspectiva da Morte 20 (- 2) Poetas portugueses do século XX, um bom crítico e ensaísta. Pelos vistos, acaba de traduzir Os Cantos de Maldoror.
No entanto Z. não lhe fez um prefácio.

Dizem que existem poetas que ficam felizes, exultantes, eufóricos quando não têm de analisar poemas. Que pedem aos professores para não porem poemas nos exames, que preferem falar sobre a matéria.

Caim no vício da leitura

Posted by Actia in , , ,

Algumas questões:



a) Por que é que o último livro de José Saramago põe toda a gente a ler, mesmo nos sítios mais inacreditáveis, como na esplanada do Chimarrão enquanto se servem vacas importadas do Brasil a fumegar num espeto?



b) Por que é que o último livro de José Saramago permite aos trabalhadores da Fnac porem em prática todas as suas competências em design de interiores, de forma a que o cliente não só saiba que o romance lidera o top dos mais vendidos, mas para que o saiba também da seguinte forma:

C
A


I

M,

sendo que cada letra corresponde a um livro, disposto num expositor com quatro prateleiras.





c) Por que é que o último livro de José Saramago lembrou às senhoras que gastam uma embalagem de laca Vidal Sassoon todos os Domingos de manhã, antes de irem para a Eucaristia Dominincal, que afinal existe uma Bíblia Sagrada, não apenas o Missal Romano, que a Bertrand até tem uma nova edição com umas badanas especias-tipo-papel-vegetal, como quem diz, que a Bíblia é de leitura transparente para todo o público crente e não-crente, com excepção para José Saramago, dado que a graduação dos seus óculos já não lhe permite distinguir versículos ao de leve camuflados na brancura de badana tão cintilante?



d) Caim que nem um patinho?

Então, quais são os seus sintomas?

Posted by Actia in ,


Frases que nascem nas pedras

Posted by C. in , , , ,







Qual é a terra, qual é ela...?

Nota extremamente pessoal sobre a (re)leitura

Posted by Correspondente in , ,

Primeiro ponto:
Não sei o que é reler, nem sei sequer se sei o que é ler, mas enfim... continuemos a utilizar estes termos.
Segundo ponto, aquele que realmente interessa:
Neste tempo em que a fome pelo conhecimento faustesco assoma em cada olhar, nesta era em que cada leitura, como qualquer acto, se reveste de funcionalidade absoluta, nesta época de informação pele-de-cobra-descartável, o prazer já pouco deve a ele próprio.
Terceiro Ponto, o que é claramente pessoal:
Li uma quantidade considerável de livros nos últimos meses. Porém, apesar da grande quantidade de informação que me foi possível registar, poucos me deram leituras verdadeiramente prazerosas. Exceptuando o drama Manfredo (Lord Byron), e os poemas em prosa caídos no Spleen de Paris (Baudelaire), os momentos de arrebatamento rarearam.
Comecei a culpar-me, como seria de esperar, e a ilibar os grandes nomes que por mim passavam.
Mas eis que voltei a ler duas das obras que outrora me haviam levado a espasmos de prazer: Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis) e O Processo (Franz Kafka). Deixei de me culpar. A releitura libertou-me.


São eles que nos escolhem, não somos nós que os escolhemos... já dizia o outro.

Frases que nascem nas paredes.

Posted by C. in ,


Novembro de 2009 - Universidade Nova de Lisboa

Tenho em mim todos os sonhos do mundo

Posted by C. in ,

O Jogo do Direito de Resposta

Posted by TELEMAQUIA in , ,

A folha de poesia que a Telemaquia costumava afixar semanalmente junto ao Departamento de Estudos Portugueses da FCSH corresponde agora à rubrica bloguista Literatura com Direito de Resposta, que por ora subdividimos em prosa e em poesia.

Desafiamos os nossos leitores a responderem aos textos citados na mesma moeda: literatura com literatura se paga!

As respostas, que poderão ser deixadas na caixa de comentários ou no nosso endereço de e-mail, serão posteriormente colocadas no blog como postagens.

Sade, poeta popular?

Posted by Correspondente in , ,

Estala o chicote
E elas começam a gritar
para eu ter um pouco de piedade
Não há ninguém que gema mais bem
Que as meninas do Marquês de Sade.

As meninas do Marquês de Sade é que é
Levam murros e pontapés
As meninas do Marquês de Sade São picadas pelas abelhas
E são penduradas pelas orelhas.

Estava eu num daqueles dias depravados
Em que lhes batia forte nas cabeças
As meninas viram que eu estava alucinado
E disseram nunca mais cá apareças

Fiquei passado e torturei mais três
Para ser mais cruel foi uma de cada vez
E depois tranquei-as no cimo do campanário
Houve uma que bateu as botas com dores num ovário

Estala o chicote
E elas começam a gritar
para eu ter um pouco de piedade
Não há ninguém que gema mais bem
Que as meninas do Marquês de Sade

As meninas do Marquês de Sade é que é
Levam murros e pontapés
As meninas do Marquês de Sade São picadas pelas abelhas
E são penduradas pelas orelhas

Um pequeno passo para o homem, um pequeno passo para a humanidade

Posted by Correspondente in , ,

Em 19 de Julho de 1969, três americanos pisaram a lua e o mundo rejubilou.
Hoje, passados quarenta anos e um dia, não consigo esquecer as palavras de um velho sábio cá da zona. O Ti Januário, era assim que todos o tratavam, na sua sabedoria ultra-popular, costumava dizer-nos "Aquilo foi tudo gravado ali na Serra de Sintra!!".
Ao recordar estas palavras, parece-me que o capacete de Neil Armstrong é semelhante à boina do pastor Ti Januário.
Proteger a cabeça, eis uma necessidade humana.

Uma visão da Bibliofilia

Posted by Correspondente in ,

Hoje, era em que se adivinha o reinado do e-book, ainda existem espaços onde podemos encontrar raridades livrescas. Não, não se trata apenas de mero fetiche. Os bibliófilos não têm apenas o culto da capa, da edição, do autógrafo...
Um Homem que se move na incessante busca de livros interessa-se, que tal fique bem claro, pelo seu conteúdo, caso contrário, recortariam apenas páginas com números de edição, guardariam apenas capas, ou fotocopiariam autógrafos. Aquilo que um livro diz e como o diz é uma paixão para qualquer bibliófilo. A demanda do bibliófilo é, no fundo, a busca de uma série de mundos que lhe agradam e que são inerentes ao livro, mas não a um livro qualquer.
Sentir o cheiro dos livros velhos, que tantos dedos tocaram, ver as capas que os autores escolheram para abrirem a sua obra (e que não foram impostas pelas grandes superficíes comerciais), conversar com vendedores que amam os livros, que nos dizem "uma vez, eu e o Herberto fugimos sem pagar as cervejas ali numa tasca na Rua do Arsenal" enquanto sorriem, com os olhos húmidos de passado, não é algo que se encontre numa mega-livraria. E, quando esses alfarrbistas não falam, nem contam, deixam-nos vaguear pela sua loja sem perguntas incómodas, sem nos impingirem a última novidade, deixando que as nossas mãos sintam o prazer de abrir um livro com pó. Por vezes, perguntam-nos "então que autor gosta de ler?" e nós respondemos "Muitos...Borges, Sade..." para depois voltarmos ao nosso silêncio perscutador de prateleiras sujas.
Se nada comprarmos, não receberemos um olhar intimidatório e desconfiado de uma farda vestida pela ameaça da violência. Mas geralmente, por vício ou amor, compramos. Então, decidimo-nos por um livro, raro ou usual, luxuoso ou esburacado. Pagamos, com notas pesadas ou moedas leves, sem nunca esperarmos um talão com meio metro de latitude. Recebemos um sorriso verdadeiro e saímos. Depois, já lá fora, no ar impuro, abrimos o saco para atentar sobre o objecto que acabámos de comprar e salta-nos à vista um livrinho do Borges, do Sade...de outro qualquer. Eis-nos perante a surpresa que não existe na previsibilidade contemporânea das grandes registadoras.
Não é só a exuberância de possuir uma primeira edição que nos move, é também a procura do que ela nos possibilita. Um regresso, talvez a casa, talvez à vida.
Nos alfarrabistas ainda há vida, dos outros, deles, de nós.
Naquela intemporalidade, somos pessoas e não cifrões.

O final do dia na cidade de Lisboa

Posted by Actia in ,


Algo está podre no Reino de Bolonha

Posted by TELEMAQUIA in ,

Em 2005/2006, um aluno fez nove (9) avaliações durante um semestre para passar nas seis (6) cadeiras em que estava inscrito.

Em 2008/2009, um aluno terá de fazer quinze (15) avaliações durante um semestre para passar nas seis (6) cadeiras a que está inscrito.

Não se trata de não querer estudar, trata-se de muito mais, muito mais...

Pedimos desculpa por não actualizarmos o blog com tanta frequência, espalhando a cultura pelas vossas casas, mas não temos tempo suficiente para tal.

Ofegantemente,
a gerência.