Judy Collins - Turn, turn, turn
1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
2 Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
3 Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar;
4 Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de saltar;
5 Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
6 Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de deitar fora;
7 Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
8 Tempo de amar, e tempo de aborrecer; tempo de guerra, e tempo de paz.
Eclesiastes 3:1
Bíblia Sagrada - Tradução de João Ferreira de Almeida
Bíblia Sagrada - Tradução de João Ferreira de Almeida
"O Papa que vem a Portugal é o chefe de uma Igreja fragilizada pela 'crise da pedofilia'. Mas, da mesma maneira que não se pode culpar a Igreja no seu todo pelos crimes de alguns, também seria um erro limitar o pontificado de Bento XVI a este tema. Contrariamente ao seu predecessor, Bento VXI não é um homem de multidões, um Papa missionário que leva a palavra divina aos quatro cantos do mundo. É um homem da escrita, da reflexão, do isolamento necessário à meditação. Num mundo em que a imagem é rei, Bento XVI surge como um homem cada vez mais só. Mas não se trata apenas de estilo: Bento XVI, alemão e ocidental, é o homem do combate ao esvaziamento religioso, à indiferença, ao relativismo cultural e perda de referências. É um combate difícil, porque se situa no terreno movediço da fé e dos valores e que se desenrola numa parte do mundo - o Ocidente europeu - que perdeu a vontade de viver. O homem que vem a Portugal não é apenas mais um Chefe de Estado. É também o chefe de uma instituição milenária que estruturou o que é hoje o nosso modo de vida neste canto do planeta. Os que nele não vêem senão crimes esquecem que algumas coisas boas, como a liberdade, também estão na base deste mundo. E esquecem também que o homem que aqui vem representa mil milhões de pessoas por todo o mundo, alguns dos quais em Portugal. [...]"
Esther Mucznik, Vice-presidente da Comunidade Israelita de Lisboa
Revista Única, Expresso #1958, 8 de Maio de 2010, p. 37
Esther Mucznik, Vice-presidente da Comunidade Israelita de Lisboa
Revista Única, Expresso #1958, 8 de Maio de 2010, p. 37
Invectiva contra os maus juízes
1 Ao director do coro. Segundo «Não destruas».
De David. Elegia.
2 Será que decidis com justiça, altos poderes?
Será que julgais os humanos com rectidão?
3 Em vez disso, em vossos corações forjais a falsidade,
e com as vossas mãos sustentais a violência no país.
4 Os ímpios extraviaram-se desde o seio materno;
os que dizem mentiras erraram desde o seu nascimento.
5 O seu veneno é como o das víboras;
fazem-se surdos como as serpentes,
6 para não ouvirem a voz dos encantadores,
dos magos peritos em sortilégios.
7 Ó Deus, quebra-lhes os dentes!
Arranca, SENHOR, os queixais a esses leões!
8 Desapareçam como as águas que correm;
quando atirarem flechas, que as encontrem quebradas.
9 Que eles passem, como o caracol a desfazer-se em baba
e como um aborto, que não viu a luz do sol.
10 Antes que as suas marmitas sintam o calor
da lenha verde ou seca,
que um furacão os lance para longe.
11 O justo há-de alegrar-se ao ver-se vingado,
e, no sangue do ímpio, lavará os pés.
12 E os homens dirão: «Sim, existe recompensa para o justo;
de facto, há um Deus que faz justiça sobre a terra.»
Sl 58, 1-12
Difusora Bíblica, 4ª Edição, 2002
De David. Elegia.
2 Será que decidis com justiça, altos poderes?
Será que julgais os humanos com rectidão?
3 Em vez disso, em vossos corações forjais a falsidade,
e com as vossas mãos sustentais a violência no país.
4 Os ímpios extraviaram-se desde o seio materno;
os que dizem mentiras erraram desde o seu nascimento.
5 O seu veneno é como o das víboras;
fazem-se surdos como as serpentes,
6 para não ouvirem a voz dos encantadores,
dos magos peritos em sortilégios.
7 Ó Deus, quebra-lhes os dentes!
Arranca, SENHOR, os queixais a esses leões!
8 Desapareçam como as águas que correm;
quando atirarem flechas, que as encontrem quebradas.
9 Que eles passem, como o caracol a desfazer-se em baba
e como um aborto, que não viu a luz do sol.
10 Antes que as suas marmitas sintam o calor
da lenha verde ou seca,
que um furacão os lance para longe.
11 O justo há-de alegrar-se ao ver-se vingado,
e, no sangue do ímpio, lavará os pés.
12 E os homens dirão: «Sim, existe recompensa para o justo;
de facto, há um Deus que faz justiça sobre a terra.»
Sl 58, 1-12
Difusora Bíblica, 4ª Edição, 2002
A diferença substancial entre o paganismo e os sistemas índios e cristista, repercute-se, manifesta-se como na metafísica e na ética, na estética também.
Um sistema religioso, como o cristista, em que tomam sobrado relevo os sentimentos íntimos de cada indivíduo em que o interesse do espírito se concentra em seus próprios movimentos, não devia ter outra acção estética - pelo menos fundamentalmente - que não fosse a da expressão dos sentimentos íntimos que não fosse a confissão da alma. O artista cristão busca, acima de tudo, exprimir o que sente. Nisto reside a substância da sua doutrina estética. Ela sofreu, é certo, em certos períodos, e mormente em o chamado Renascença, um correctivo pagão. Mas a pura estética cristista não é a estética pagã, cujo em breve veremos; é a estética da expressão, substancialmente.
Ricardo Reis; Prosa; ed. M. Parreira da Silva; página 92
E lançou-o no abismo, e ali o encerrou, e pôs selo sobre ele, para que mais não engane as nações, até que os mil anos se acabem. E depois, importa que seja solto por um pouco de tempo.
Apocalipse; 20-3
«Bem, parece-me que lá na nossa antiga terra as pessoas não têm lá muita educação», disse Milton. «Acreditam facilmente em tudo o que os padres lhes disserem. Aqui é diferente, as pessoas podem ir para a faculdade e aprender a pensar pelas suas próprias cabeças.»
«A Igreja não quer que as pessoas deixem de pensar», retorquiu Michael sem se mostrar ofendido. «A Igreja acredita que o pensamento leva as pessoas longe, mas não chega. Pois onde acaba o pensamento, começa a revelação.»
«Chrysostomos!», exclamou Desdemona. «Padre Mike, você tem uma boca de ouro.»
Mas Milton teimou: «Eu diria antes que onde o pensamento acaba, começa a estupidez.»
«É assim que as pessoas vivem, Milt», tornou Michael Antoniou, sempre gentil e cortês, «a contar histórias. Qual é a primeira coisa que uma criança diz quando aprende a falar? "Conta-me uma história." É assim que ficamos a saber quem somos e de onde vimos. As histórias são tudo. E que histórias é que a Igreja tem para contar? Simples. A maior história que alguma vez foi contada.»
EUGENIDES, Jeffrey, Middlesex, Dom Quixote, 2002.
«A Igreja não quer que as pessoas deixem de pensar», retorquiu Michael sem se mostrar ofendido. «A Igreja acredita que o pensamento leva as pessoas longe, mas não chega. Pois onde acaba o pensamento, começa a revelação.»
«Chrysostomos!», exclamou Desdemona. «Padre Mike, você tem uma boca de ouro.»
Mas Milton teimou: «Eu diria antes que onde o pensamento acaba, começa a estupidez.»
«É assim que as pessoas vivem, Milt», tornou Michael Antoniou, sempre gentil e cortês, «a contar histórias. Qual é a primeira coisa que uma criança diz quando aprende a falar? "Conta-me uma história." É assim que ficamos a saber quem somos e de onde vimos. As histórias são tudo. E que histórias é que a Igreja tem para contar? Simples. A maior história que alguma vez foi contada.»
EUGENIDES, Jeffrey, Middlesex, Dom Quixote, 2002.
Apresentação
"Telémaco, não deves sentir vergonha; de modo algum!
Pois foi para isto que atravessaste o mar, para saberes notícias
de teu pai: onde o cobriu a terra ou que destino foi o seu."
Odisseia , Canto III, 14-16.
Telemaquia:
Perfil no Blogger
- Contacto:
telemaquia@live.com.pt
Pois foi para isto que atravessaste o mar, para saberes notícias
de teu pai: onde o cobriu a terra ou que destino foi o seu."
Odisseia , Canto III, 14-16.
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O Jogo do Direito de Resposta: Literatura e Intertextualidade
A folha de poesia que a Telemaquia costumava afixar semanalmente junto ao Departamento de Estudos Portugueses da FCSH corresponde agora à rubrica bloguista Literatura com Direito de Resposta. Desafiamos os nossos leitores a responderem aos textos citados na mesma moeda: literatura com literatura se paga. As respostas, que poderão ser deixadas na caixa de comentários ou no nosso endereço de e-mail, serão posteriormente colocadas no blog como postagens.
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